A metade sul do Rio Grande do Sul foi, por séculos, fronteira entre Portugal e Espanha. Para delimitar o território de cada reino, foram assinados vários acordos, entre eles: Tratato de Tordesilhas (1594), Tratado de Madri (1750) e Tratado de Idelsoso (1777). Sendo que a Região da Campanha Gaúcha, na maioria desse tempo, fora de domínio espanhol. Pois bem, “seibo” é o termo utilizado pelos hispânicos para denominar uma árvore, comum de banhados, que aqui conhecemos como “corticeira”. Sua flor é um dos símbolos do município de Bagé e flor-símbolo do Uruguai e da Argentina. Em nossa Região alguns acidentes naturais foram denominados em razão da existência em abundância dessa planta: Arroio Seival, em Candiota e Arroio Seival, em Caçapava do Sul. Em ambos os locais, aconteceram combates. No primeiro, travou-se um confronto entre as forças rebeldes de Antônio de Souza Netto contra as tropas legalistas de João da Silva Tavares, no dia 10 de setembro de 1836, durante a Revolução Farroupilha, que culminou com a Proclamação da República Rio-Grandense. No segundo deu-se um embate no dia 25 de novembro de 1926, entre as tropas rebeldes comandadas pelos irmãos Alcides e Nelson Etchegoyen contra as forças governistas que tinham entre seus líderes o então intendente de Alegrete, Oswaldo Aranha, durante a Revolta Tenentista. Cabe destacar que, além do nome, existe outra semelhança bem interessante que, em ambos episódios, os governistas foram vencidos pelos revolucionários, em desvantagem numérica. Finalizo salientando que as informações destacadas nesse artigo visam exclusivamente elucidar e diferenciar ambos os fatos.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
VENDEDORES AMBULANTES DE DOCES
Quem nunca na vida passou por um vendedor ambulante de doces e não ficou com água na boca ao ver suas sacolas de náilon ou de lona repletas de apetitosas guloseimas? Até o final da década de 1990, eram dezenas deles; hoje, restam apenas alguns, que superaram corajosamente dificuldades e quebraram paradigmas ao se adaptarem ao Mundo globalizado que vivemos. Procurando saber um pouco mais sobre o trabalho desses profissionais, recentemente parei um deles numa rua no centro de Bagé. Trata-se do senhor Luis Carlos Idacir Lemos, que exerce a função há trinta e quatro anos e mesmo após ter se aposentado, não largou o ofício. Relatou-me Lemos que, outrora, tinha mais onze colegas, que atuavam no Litoral Norte, Litoral Sul e alguns municípios da Região da Campanha. E que geralmente se hospedavam nas cidades pólos, em pensões, alojamentos ou casas de uso coletivo, onde compartilhavam, não só do chimarrão e alimentos, bem como sonhos e projetos. Também me contou que percorriam diariamente, a pé, quilômetros pelos bairros das cidades, para vender seus produtos, a maioria oriundos de Pelotas, entre eles: Passa de pêssego, figada, goiabada, pessegada, marmelada, abobrada, cocada, quindim, panelinha de coco, medalhão de doce de leite, fios de ovos, beijo alemão, queijadinha, rapaduras de amendoim, de leite e surtida etc... Finalizo este artigo, salientando que, devido a fatores econômicos, políticos, culturais e o aumento do uso da tecnologia no setor produtivo, muitas profissões deixaram de existir e, antes que o ofício de vendedor ambulante de doces venha a fazer parte desta listagem, deixo aqui meu singelo registro.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
DESTRUIDORA DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO
No final do primeiro semestre de 2004, a Votorantim Celulose e Papel (VCP) comprou o Complexo Agropastoril Ana Paula e abarrotou os 14,5 mil hectares da propriedade de eucaliptos e acácias, desconfigurando o bioma pampa, transformando-o num “deserto verde”. Uma das estâncias do complexo, a “Aroeira”, ficava no território de Candiota e abrigava diversas sedes de estâncias antigas, algumas centenárias. O que era para ser conservado foi cruelmente destruído e metros e metros quadrados que guardavam a memória de gerações foram colocados abaixo, sem piedade, através de potentes tratores de esteiras. Nada foi poupado: coberturas, aberturas, pisos e acabamentos viraram um montão de entulhos e foram soterrados. Só restaram o arvoredo e as quintas como recordação de um tempo que, infelizmente, não volta mais. E pior que o caso não é isolado, pois a VCP demoliu várias sedes de estâncias antigas em outros municípios da Campanha Gaúcha. Seja qual for o motivo, nada justifica tal barbárie contra o patrimônio histórico do Rio Grande do Sul. Atualmente, a área da “Aroeira” pertence a uma multinacional chilena, produtora de celulose, que há mais dois anos, vem sofrendo constantes furtos de materiais de construção do único conjunto de casas e galpões que restou. Por essas e tantas outras razões, a Votorantim Celulose e Papel foi um fracasso e, ao invés de progresso, trouxe a destruição para nossa região.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
COMBATES SINGULARES: "ANDRADES NEVES X MANOEL LUCAS DE OLIVEIRA"
Andrades Neves Manoel Lucas de Oliveira
Corria o mês de maio de 1843 quando aconteceu a surpresa de Ponche Verde, em Dom Pedrito, durante a Revolução Farroupilha, um dos últimos planos de Bento Gonçalves, quando resolveu levar o ataque às tropas imperiais comandadas por Bento Manoel Ribeiro.
Os rebeldes atacaram com energia, em cargas sucessivas de cavalaria sobre as hostes inimigas, com maior ímpeto sobre a ala direita, levando por diante a cavalaria desse flanco e redemoinhando, afinal, vitoriosos, em torno da posição contrária, que resiste bravamente, com apoio em dois blocos de infantaria de 300 homens cada, e a cuja sombra se abrigam, por vezes.
Durante o entrevero e sob a fumaça e a poeira dos recontros, o Coronel Manoel Lucas de Oliveira, no decurso do primeiro embate da tropa equestre, divisou, num relance, a soberba figura de Andrade Neves, cuja arte de montar fazia inveja a muitos dos mais consumados cavaleiros da época; com quase dois metros de altura, fazia malabarismos com o sabre e era tido como um dos melhores lanceiros do império.
Nesse arremesso de Lucas sobre o flanco direito das hostes imperiais, de espada em punho, foi a seu contendor tendo o corpo de seu adversário como alvo sinistro de seu destino; porém, Andrade Neves, mais rápido ainda, como um relâmpago na preservação da vida, girou o seu cavalo, esquivando-se do golpe mas, seu chapéu voou pelos ares e ficou, à guisa de troféu, na ponta da espada de seu antagonista. Ato contínuo, tentou ainda revidar o ataque mas o esquadrão do Coronel Manoel Lucas de Oliveira já se ia adiante, na sua faina arrasadora.
FONTE:
LOPES, João Máximo. “Habilidades Campeiras nas Guerras do Sul”, Porto Alegre, Evangraf/Núcleo de Pesquisas Históricas de Camaquã, 2012. 128 p.
segunda-feira, 30 de março de 2015
PARADA PONS – ESTÂNCIA SANTA ÚRSULA
Estância Santa Úrsula - Parada Pons
A conhecida
“Parada Pons” encontra-se distante de Bagé 26 km, em território pedritense.
A sua origem
vem do imigrante espanhol Martin Pons. Adquiriu ele uma pequena fração de
campo, de uns 20 hectares, onde construiu um rancho de torrão. Ali inicia sua
família na beira do caminho que une Lavras do Sul a Bagé. Devido à localização tornou-se
parada de carretas que transportavam gêneros alimentícios, madeira, carvão,
batata doce, arames e outras mercadorias. Também naquele local paravam as
diligencias que faziam o transporte de passageiros. Como “parada”, fornecia
alimentação e pousada para os viajantes.
Mais tarde foi
construída uma casa mais próxima da estrada, e, Martin B. Pons na esquina da
casa instalou um armazém. Sua esposa Maria Ana Borrel, era quem tomava conta do
negócio, vendendo tecidos e objetos de armarinho. Já com algum capital
economizado, ele compra as carretas e bois com todas as mercadorias. Tem-se
noticia que chegou a invernar 400 bois de tração.
Antigo Armazém-Parada Pons
Com muito
trabalho educa seus filhos. Alguns tomam destinos diferentes, mas o primogênito
Martim Pons Filho assume seus negócios. Com muita vocação para o comercio,
constrói ele um armazém mais distante da casa da família.
Algum tempo
depois, doa uma área para instalação da “Estação Pons”. Com o sucesso de seus
empreendimentos adquire muitas outras áreas de campo, onde entre elas está
situada a Estância Retiro. Nessa região chegou a reunir em torno de 10 mil
hectares. Com o passar do tempo às subdivisões e as heranças fizeram com que a
área atual se encontre com cinco mil hectares.
Com sua morte
passa às mãos de seu neto Martim de Macedo Pons, que dá seqüência à atividade
pecuária, desfazendo, porém, o armazém o qual foi a origem do negócio anterior.
Nas redondezas adquiriu outras estâncias entre elas a Estância “Mimosa”, hoje
“São Martim”. De Martim de Macedo Pons passam as terras para Dirceu dos Santos Pons.
Foi Dirceu grande apaixonado pela raça de cavalos Crioulos, dedicando-se com
muito interesse ao criatório. É de sua autoria o livro “Cavalo Crioulo –
História de uma raça”.
A “Parada
Pons” chegou a receber a denominação de Estância “Santa Úrsula”, nome da mãe de
seu “Zizinho”, mas o estabelecimento continuou conhecido sempre pelo nome
primeiro. A propriedade atualmente é administrada por Fernando Dornelles Pons,
quinta geração da família e casado com Lúcia Mascarenhas Pons. O casal possuiu
trisavô comum: Martin B. Ponz. São pais de:
- Fernanda,
casada com Custódio Moreira Magalhães, cujos filhos são Sophia, Artur e Pedro,
constituindo a sétima geração.
- Cristiana.
A estância
dedica-se à criação de Aberdeen-Angus e cavalos Crioulos. Na agricultura
pratica o plantio de sorgo, soja, milho e aveia.
Hoje a
estância “linda” com:
- ao norte com
Celi Borges Severo e Nazário Amor Lorenzo;
- a leste com
Jovir Perondi e Galvão Caminha;
- ao sul com
Aluízio Sá Vieira e Sucessão Darcy Nogueira;
- ao oeste com
Sucessão Vicente Macedo Saraiva.
FONTE:
FONTE:
FONTES,
Carlos; VIEIRA, Yara Maria Botelho. "As Estâncias Contam a
História", Santa Maria, Pallotti,
2005. 216p.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Livro "Mistérios da Noite - Causos de Assombrações"
Capa do livro "Mistérios da Noite - Causos de Assombrações"
Quem nunca escutou, pelo menos, uma vez na vida, algum causo
de assombração? Histórias essas repletas de personagens assustadores, que nos
faziam viajar no mundo imaginário e, muitas vezes, ficavam encruados em nossa
memória ao ponto de habitarem nossos sonhos por várias e várias noites, nos
causando indesejáveis pesadelos. Ou, quem sabe, tenha sido na adolescência, ao
assistir algum filme de assombração ou, ainda, ao ler um livro de mistério? Ou,
o simples depoimento de pessoas próximas de seu convívio: avós, pais, tios,
amigos... Pessoas que têm um papel importantíssimo na sociedade, pois
transmitem fatos e acontecimentos, que são passados de geração em geração,
ajudando, assim, a manter viva a cultura oral de nosso povo.
(foto Jéssica Pacheco)
E foi,
justamente, com esse intuito, que escrevi “Mistérios da Noite: Causos de
Assombrações”, onde faço relatos de histórias interessantes que aconteceram em
nossa região e grande parte deles, com fotos correspondentes ao cenário de cada
causo. Todos registrados com nome de quem contou, data, horário e local.
Transmitindo dessa maneira, fidelidade e, acima de tudo valorizando as pessoas
que contribuíram para a realização desta obra.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
RANCHOS DA CAMPANHA GAÚCHA
Rancho, "Vila da Lata", Aceguá-RS
Mesmo estando
praticamente extinto, esse tão original tipo de moradia alcançou grande
importância em nosso meio com nítida predominância até a década de 1940, o que
pode ser comprovado pelos numerosos sinais dessas taperas que ficaram salientes
sobre o verde de nossos campos e o testemunho das cacimbas que ainda permanecem
em sua maioria lacrimejando vertentes e saudades ratificando o nome deste
lugar.
Rancho, "Serra da Hulha", Hulha Negra-RS
Os ranchos podem ser de
torrão, pau-a-pique ou quincha. Para a sua construção, a madeira, o santa-fé ou
macega e a taquara eram cortados na lua minguante e nos meses que não possuem a
letra R em seus nomes, preferencialmente, maio e junho. As leivas ou torrões
eram retirados da beira das várzeas onde o solo é mais consistente e a grama
mais densa, dando assim, maior durabilidade às paredes. Antes de começar a
erguer as paredes de torrão, era feita uma armação com taquaras ou madeira de
mato para manter o lugar certo as portas e janelas sendo que, para o quarto das
moças, eram feitas janelas bem pequenas de forma a não permitir que um homem
encontrasse espaço para ultrapassá-las. Depois de acertada essa estrutura,
começava a construção das paredes com os torrões colocados uns sobre os outros
e o pasto voltado para o lado de cima; esse material era transportado sobre
rastas em forma de forquilha e puxadas por bois. Levantadas as paredes de
altura variada com mais ou menos 0,60 cm de largura e com muito capricho,
precisava fazer a armação ou o madeiramento para receber a quincha; muitas
vezes essa estrutura composta por caibros, linhas, pontaletes, tesouras,
esteios, etc, era amarrada com fortes tentos, bem molhados, de couro de cavalo
ou vacum.
Rancho, "Serra da Hulha", Hulha Negra-RS
Até o final da década de 30, havia um galpão de torrão na propriedade
do Sr. Lourival Figueira próximo ao Cemitério da Guarda que ainda apresentava o
madeiramento amarrado com couro de cavalo.
As linhas, tesouras,
caibros, etc... eram confeccionados com madeira de mato e taquaras para segurar
e amarrar a quincha que, por sua vez, era feita com santa-fé ou macega cortados
uns tempos antes para que estivessem murchos ou no ponto certo para não
afrouxar os pontos da quincha.
Concluída essa etapa,
chegava à vez de barrear (rebocar) internamente a morada o que era feito com
barro bem sovado ao qual adicionavam um pouco de esterco para dar melhor liga; havendo
disponibilidade, usavam saibro de diversas cores (vermelho, amarelo, cinza,
etc...) para barrear cada peça do rancho ficando, dessa forma, como se tivessem
sido pintadas cada uma de uma cor diferente. Concluído o serviço de
barreamento, eram colocados os baldrames para segurar os pisos que eram feitos
com terra de cupins bem molhada e socada. Geralmente de cupiá (declive em
guarani) as quinchas eram de escada ou penteada e, para amarrá-las interna e
externamente, o apoio de madeira fina de mato, taquaras ou arame preto. Em cada
canto de parede usavam fazer uma pequena cerca de pau-a-pique ou cravar um
moerão de média altura para proteger as mesmas dos animais domésticos que
acabam danificando a edificação ao esfregarem-se para se coçar.
Rancho, "Vila da Lata", Aceguá-RS
Terminada a etapa da
construção do rancho, colocadas as portas, as janelas, feitas a partir de
tábuas de caixas de sabão, velas, etc... e mais, primitivamente de couros, o
próximo passo era emparelhar as paredes pelo lado externo com um pá de corte
bem afiada. As fechaduras mais comuns para as aberturas dessas edificações eram
as “tramelas”, tentos e trancas assim como, para as dobradiças, em geral era
usado o couro. Havia muitos ranchos que eram barreados pelo lado externo também
e, nesses casos, os proprietários mais caprichosos ou com melhores condições,
pintavam seus ranchos com cal misturado a resina de tuna servindo como fixador
de ótima qualidade.
Rancho, "Corredor Internacional", Aceguá-Uruguai
Uma peculiaridade
interessante dos ranchos, é que as cozinhas eram construídas separadamente,
isto é, um prédio exclusivamente para abrigar aquelas dependências, graças ao
grande risco de incêndio nos dias de ventos fortes; em muitos casos, as
chaminés eram edificadas com pedras sentadas em barro para prevenir esses
sinistros.
Cozinha construída separadamente, rancho, "Vila da Lata", Aceguá-RS
O rancho de
pau-a-pique, em linhas gerais, obedece ao mesmo método de construção no que diz
respeito ao madeiramento, à quincha e ao piso com a fundamental diferença de
que, neste, o madeiramento é apoiado em esteios e as paredes são feitas de
madeira de mato ou taquaras dispostas verticalmente encostadas uma na outra e,
no sentido horizontal e a uma distancia média de ½ palmo, um par de varas ou
taquaras (uma pelo lado interno e outra pelo lado externo) colocadas na mesma
altura para tornar possível a amarração dessas madeiras ou taquaras com arame,
couro ou embira. Essas paredes uma vez concluídas, eram caprichosamente
barreadas pelos dois lados adquirindo com isso, uma resistência e durabilidade
extraordinárias.
Outros materiais
serviam para a construção de paredes de ranchos, galpões, abrigos, etc...
Chamados por alguns de ranchos de quinchas, querendo denominar as moradias
cujas paredes eram ou são feitas de chirca, santa-fé, mata-olho, vassoura
vermelha, etc... Nesse caso, é indispensável o barreamento (reboco) bem feito
pelos dois lados das paredes exceto no caso de galpões e outras dependências
não destinadas a residir. A técnica de construção obedece grande semelhança às
paredes de pau-a-pique; os materiais citados em posição vertical amarrados por
taquaras ou varas finas colocadas horizontalmente para o amarramento.
Completavam o cenário
dessas rústicas moradias, um galpãozinho de pau-a-pique sem barrear, um forno,
uma ramada, a lenheira, um palanque na frente, uma mangueira de pau-a-pique, o
varal para o charque, uma eira, um pesado tronco de árvore sobre o chão para
atar baguais, um galinheiro, um chiqueiro para porcos, uma ferradura na porta
da frente para dar sorte, um pé de arruda, um jasmineiro, cinamomos e umbus em
cuja sombra uma pedra de afiar, a pipa d’água e uma estância de gado de osso.
Pendurada na sala uma figa esculpida de uma guampa de tamanho regular que
servia também de vaso para colocar algumas flores de jasmim, galhos de arruda
enfeitando e aromando o ambiente.
Galpãozinho, anexo ao rancho, "Vila da Lata", Aceguá-RS
Sr. Basilício, 86 anos, em frente ao seu rancho, "Vila da Lata", Aceguá-RS
O texto acima
apresentado não tem nenhuma pretensão de ser um tratado completo sobre os tipos
de ranchos da nossa região, nem sobre a diversificada técnica de suas
construções, mas sim, uma breve síntese que tem o objetivo de fornecer alguns
subsídios elementares sobre o assunto.
Nos “Olhos D’água”,
interior de Bagé, existiram muitos quinchadores de ranchos dentre os quais podemos
citar: José Martins, Filadelfo Porcelis, Hermenegildo Delgado, Julio Porcelis,
etc...
Conforme relatório
técnico da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 1984, o rancho é a melhor
moradia para o ser humano em qualquer região do mundo, por ser totalmente
orgânico e térmico e por essa razão, não apresentar nenhum risco a saúde das
pessoas ao contrário de vários materiais usados atualmente para as construções
de alvenaria que, comprovadamente, são cancerígenos.
FONTE:
MATTOS, Eron Vaz. "Aqui – Memorial em Olhos D’água", Bagé, Gráfica CECOM, 2003. 210p.
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